Não foi num livro, mas ele ficou... na minha memória...
Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Prá mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Dentro da noite veloz...
Ainda tem o seu perfume
Pela casa
Ainda tem você na sala
Porque meu coração dispara?
Quando tem o seu cheiro
Dentro de um livro
Na cinza das horas...
Vambora, Adriana Calcanhoto, 1998
Pára, escuta, espreita e volta a olhar. Apura os sentidos e observa. Repara nos outros e no mundo, mas não te esqueças de ti...
sábado, 31 de outubro de 2009
Estado de alma
Já anoiteceu mas não fui capaz de fechar a janela... A calma dos carros que passam mistura-se com a luz da Lua numa dança silenciosa de cor e de brilho. Chamam por mim, mas é um chamamento mudo, que de tão profundo me desperta os sentidos.
"À noite, à noite, à noite, ela olha para o tecto e põe-se a pensar
À noite, à noite, à noite, ela põe-se a recordar
À noite, à noite, à noite, ela põe-se a sonhar, a sonhar
À noite, à noite, à noite, à noite..."
Penso e sonho e sonho e penso. É um estranho bailado este, que me faz sentir bem e ao mesmo tempo mal. Estou bem mas não feliz... penso-o e digo-o e digo-o e penso-o...
"À noite, à noite, à noite, ela olha para o tecto e põe-se a pensar
À noite, à noite, à noite, ela põe-se a recordar
À noite, à noite, à noite, ela põe-se a sonhar, a sonhar
À noite, à noite, à noite, à noite..."
Penso e sonho e sonho e penso. É um estranho bailado este, que me faz sentir bem e ao mesmo tempo mal. Estou bem mas não feliz... penso-o e digo-o e digo-o e penso-o...
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Dreams...
Esta é para todos os que, como eu, sonham tanto a dormir como acordados ;)
Dreams, I have dreams when I'm awake when I'm asleep
And you, you are in my Dreams
You're underneath my skin, how am I so weak
And now in my dreams,
I can feel the wait, I can just come clean
I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
How long, can you hold your breath?
Can you count to ten, can you let it pass?
To keep, can you keep it in?
Keep it behind lashes, can you make it last?
And now in my dreams, I can feel the way
I can just come clean
I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
Oh, I have dreams, I have dreams
Mind, can you read my mind?
Has it come undone, am I showin' signs?
And now, in my dreams
I can feel the wait, I can just come clean
I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
I have dreams, I have, I have, I have Dreams
Dreams, I have dreams when I'm awake when I'm asleep
And you, you are in my Dreams
You're underneath my skin, how am I so weak
And now in my dreams,
I can feel the wait, I can just come clean
I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
How long, can you hold your breath?
Can you count to ten, can you let it pass?
To keep, can you keep it in?
Keep it behind lashes, can you make it last?
And now in my dreams, I can feel the way
I can just come clean
I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
Oh, I have dreams, I have dreams
Mind, can you read my mind?
Has it come undone, am I showin' signs?
And now, in my dreams
I can feel the wait, I can just come clean
I keep it to myself, I know what it means
I can't have you, but I have dreams
I have dreams, I have, I have, I have Dreams
Dreams, Brandie Carlile, 2008
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
No More the Fool
Just why I stayed around
When all I found was a heartache
I believed your every word
Didn't know the hurt and pain that you'd make
But why did it take so long
Alas, now I've seen the light
I found the heart to say
No more the fool
Who waits around
Waitin' for you to bring me down
Those days are gone now
No more the nights
Layin' awake
Cryin' and waitin' for the day to break
No more the sound as my dreams fall and hit the ground
While I'm waitin' around
No more the fool
You thought I'd break
Then you were wrong
That I wouldn't see what's goin' on
But I knew
Here I am
I'm alive
And you'll see I'll survive
Without you
And I won't be the one who comes runnin'
It ain't like it used to be
It's your turn to run to me
No more the fool ...
All the nights I waited for you to call
I waited for a sign that you would stay
But it's so clear
You didn't care at all
No more the fool
No more the fool
Who waits around
No more the fool
No more the clown
No more the fool
No more the sight
No more the sound
And hit the ground
No more the fool
No more the fool ...
No more the fool
No more the sight
No more the sound
No more the fool
No More the Fool, Elkie Brooks, 1986
When all I found was a heartache
I believed your every word
Didn't know the hurt and pain that you'd make
But why did it take so long
Alas, now I've seen the light
I found the heart to say
No more the fool
Who waits around
Waitin' for you to bring me down
Those days are gone now
No more the nights
Layin' awake
Cryin' and waitin' for the day to break
No more the sound as my dreams fall and hit the ground
While I'm waitin' around
No more the fool
You thought I'd break
Then you were wrong
That I wouldn't see what's goin' on
But I knew
Here I am
I'm alive
And you'll see I'll survive
Without you
And I won't be the one who comes runnin'
It ain't like it used to be
It's your turn to run to me
No more the fool ...
All the nights I waited for you to call
I waited for a sign that you would stay
But it's so clear
You didn't care at all
No more the fool
No more the fool
Who waits around
No more the fool
No more the clown
No more the fool
No more the sight
No more the sound
And hit the ground
No more the fool
No more the fool ...
No more the fool
No more the sight
No more the sound
No more the fool
No More the Fool, Elkie Brooks, 1986
terça-feira, 7 de julho de 2009
Sinto-me...
... tão leve...
Não sei se é do calor que parece ter chegado finalmente para ficar, se das amizades e dos convívios que continuam a ser muitos (com a novidade de alguns se passarem na minha casa!) ou se do peso que deixei de carregar no meu peito, mas a verdade é que me sinto bem, cheia de energia e de boa-disposição! Só espero que esteja para durar!!!!!
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Parabéns...
... a mim, que faz exactamente neste minuto 29 anos que nasci!
Lembro-me de quando era miúda pensar que ainda faltava muito tempo até que casaria os anos. Seria uma mulher nessa altura! Seria crescida e teria já muitas experiências para contar... Pois é, o tempo não perdoa e afinal passou mais depressa do que nessa altura era capaz de imaginar!
Sinto-me muito bem hoje. Sinto-me leve e muito tranquila. Acho que é o culminar de uma boa semana, um período que serviu para encerrar definitivamente um ciclo.
A acreditar na astrologia, outro ciclo se inicia hoje e como o último ano solar foi talvez o mais tortuoso que vivi até hoje, só posso acreditar que o próximo, o 30.º ano de vida, seja maravilhoso!!!
Até a chuva, que há muitos anos não aparecia neste dia, não me parece triste. Parece antes trazer-me um sinal de fertilidade, de vida e de esperança!
terça-feira, 16 de junho de 2009
Engano
Olho para o que escrevi nos últimos tempos e não consigo perceber se me tenho enganado ou se tudo isto não é mais do que a prova de que não existe isso a que se chama equilíbrio. Afinal, o que é verdade hoje não o é necessariamente amanhã...
Os sentimentos são voláteis, disso não restam dúvidas, pelo menos para mim que voltei a ser assolada por pesadelos...
Se não me dás descanso de dia, dá-mo ao menos à noite...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Junho
Gosto deste mês que iniciou porque:
- é em Junho que começa o Verão e se inicia a época balnear;
- não sendo por tradição um mês muito quente, tem dias e noites com temperaturas bem agradáveis;
- representa equilírio. Quando chegamos a Junho, sabemos que metade do ano já passou e que faltam passar outros tantos meses até que chegue ao final;
- FAÇO ANOS!!!!!
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Cicatrizes
Já passou um mês desde que fui operada e a recuperação é quase completa. Só as cicatrizes me lembram desse episódio. Terá de passar muito tempo até que a sua localização mal se distinga.
Também as cicatrizes que carregamos na alma demoram a deixar de se ver. Nunca desaparecem, é certo, mas o tom carregado que assumem nos primeiros tempos de cicatrização vai lentamente desaparecendo e dando lugar ao tom neutro que dificilmente, ou só com muita atenção, nos permitirá lembrar-nos que um dia estiveram lá.
As minhas estão mais disfarçadas, mas ainda se notam bem. Não há um dia que passe sem que lhes lance um olhar e me lembre das feridas que lhes deram origem. Mas também não há um dia que chegue ao fim sem que pense que elas são o resultado de uma ferida que fechou... e que, por isso, já não dói como dantes. Talvez ainda doa, mas é já uma dor controlada...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Crianças
Hoje é Dia Mundial da Criança.
Todos nós temos em comum o de termos sido um dia crianças, mas será que todos podem afirmar que o continuam a ser? Oxalá pudesse ser assim. Acredito que o mundo seria um lugar bem mais fraterno do que aquele que é na realidade...
Este dia dedico-o às minhas duas sobrinhas que vieram ao mundo para tornar mais feliz a vida de todos os que delas gostam, como eu!
domingo, 31 de maio de 2009
Fado
Quando era miúda não gostava de ouvir fado. Achava que era música de e para velhos ou, pelo menos, para pessoas bem mais velhas do que eu, como os meus pais, por exemplo.
Não podia estar mais enganada. O fado é de e para todos os que sentem isto que é ser português, seja lá isso o que for... é por excelência o género musical da nostalgia, da saudade do que passou e do que ainda está para vir, mas é também alegria; é convívio e tertúlia... é sentir um arrepio no corpo que de tão forte nos arranca lágrimas mistas de tristeza e de alegria.
Vem isto a propósito do projecto Amália Hoje, dos Hoje. Eu gosto de Amália como de tantos outros fadistas do antes e do agora. Há fados que cantados pela sua inigualável voz despertam em mim um chorrilho de sensações, mas a Gaivota, devo confessar, toca-me mais nesta nova versão cantada pela Sónia Tavares:
sexta-feira, 22 de maio de 2009
TU
Vivo um momento de realizações pessoais, de conquistas tantas vezes imaginadas e desejadas. Sinto-me bem, mas a felicidade ainda não mora no meu peito. Faltas-me tu... ainda e sempre tu...
terça-feira, 12 de maio de 2009
Lição de Vôo
Foi tão fácil
Deixar-me perder
Sem sinais
No teu céu
Pois eu já não encontro
O caminho
Eu não sei mais
Como hei-de voar
Esquecer
Livrar o pensar
Se és tão frágil
Neste mundo
Continuo a deixar-me perder
Sem sinais
No teu céu
Pois eu já não encontro
O caminho
Eu não sei mais
Como hei-de voar
Esquecer
Livrar o pensar
Se és tão frágil
Neste mundo
Lição de Vôo, Cazino, 2009
Deixar-me perder
Sem sinais
No teu céu
Pois eu já não encontro
O caminho
Eu não sei mais
Como hei-de voar
Esquecer
Livrar o pensar
Se és tão frágil
Neste mundo
Continuo a deixar-me perder
Sem sinais
No teu céu
Pois eu já não encontro
O caminho
Eu não sei mais
Como hei-de voar
Esquecer
Livrar o pensar
Se és tão frágil
Neste mundo
Lição de Vôo, Cazino, 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
I Dreamed a Dream ou a queda dos esterótipos
Acho que é a primeira vez desde que criei o meu blogue que escrevo de dia. Não só porque gosto mais de fazê-lo à noite, a altura do dia em que me sinto mais livre e inspirada, mas também porque de dia não me sobra muito tempo para fazê-lo.
Mas agora estou em casa, em repouso e sem muito para fazer que não seja dormir, ver tv, ler, navegar na internet e, claro está, escrever. Enquanto navegava pela net dei por mim a ler as últimas actualizações sobre a vida de Susan Boyle, uma escocesa de 47 anos que fez furor no mês passado ao participar no concurso britânico de talentos musicais Britain's got Talent.
Já tinha ouvido falar dela, mas não tinha visto o vídeo da sua apresentação a concurso. Pelo que li hoje, este é já o 5.º vídeo mais visto de sempre na Internet. Ao que parece, um caso sério de popularidade.
Não sendo propriamente comuns, grandes vozes não são também assim tão raras. Frequentemente estes concursos arrancam do anonimato verdadeiros talentos, pessoas detentoras de vozes bonitas e invulgares e que simplesmente não tinham tido anteriormente a possibilidade de se mostrarem.
Então, o que é que Susan tem de tão diferente que tenha gerado tamanha curiosidade à sua volta? É muito simples. É que para além da capacidade vocal, ela já não é muito nova e, acima de tudo, não é bonita, é solteira e é virgem. Na verdade a senhora revelou nunca ter beijado um homem.
Ora, curiosas como são as pessoas, sempre à procura do sórdido ou do insólito, não é difícil perceber que o que tem levado as pessoas a procurar informação sobre Susan ou mesmo a ver o vídeo dela é satisfazerem a curiosidade que têm sobre alguém que lhes parece extremamente invulgar, senão mesmo anormal para os padrões actuais de vida.
Não são muitos os casos de pessoas talentosas que não sejam bonitas. Pelo menos aquelas que têm maior destaque. Quando pensamos em novos talentos, pensamos em jovens. São eles que têm mais probabilidade de singrar no mundo concorrencial do espectáculo. E dificilmente pensamos que haja pessoas que, como a Susan, nunca tenham tido a mais natural das experiências, que é dar um beijo.
A normalidade encerra em si diferentes perspectivas. Algo normal só o é para quem o entende como tal. O que para mim é normal, para o meu vizinho pode ser considerado a mais absurda das realidades.
Apesar da predominância de certos estereótipos, há pessoas que inevitavelmente lhes fogem. Umas por opção, outras pelas condicionantes da sua própria vida e do mundo que as rodeia. Não me parece é que alguém deva ser gozado por isso, como começa a acontecer com esta mulher sobre quem já circulam anedotas sobre o facto de nunca ter sido beijada por ninguém. Mais, já existem propostas para a realização de um filme pornográfico que registaria a sua iniciação sexual...
Mas Susan tem um sonho, um desejo igual ao de tantas outras pessoas, que é o de ser cantora. Talento não lhe falta. Veremos se só isso importa.
Fica o endereço do tão falado vídeo, já que neste momento está vedada a possibilidade de incorporação. É de facto uma actuação comovente:
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Ciclos
Houve uma altura em que desejei que o tempo passasse. Não. Que passasse não, que se esfumasse, que desaparecesse como o fumo, sem deixar rasto.
Maio era a minha meta, a luz que me guiava para fora do túnel estreito e negro que atravessei naqueles meses em que desejei não ter memória. Marcaria para mim o fim de um ciclo, tivesse esse ciclo a origem que tivesse...
Mas a vida dá voltas e voltas... traz avanços e recuos, alegrias e frustrações... Há planos que teimam em não se concretizar e outros há que inesperadamente emergem para o ciclo encerrar...
Não foi o fim que tanto almejei, mas não deixa de ser um fim. Em Maio renasci, sou uma nova mulher. Acho que nunca mais me vou encolher quando alguém me procurar e a mão, essa tocará em todos os rostos que com ela quiserem ser tocados...
Nunca uma operação deixou alguém tão feliz...
Quando A Chuva Passar
Pra que falar?
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada...
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história
Não termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Hey! Hey!
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Quando a Chuva Passar, Ivete Sangalo, 2005
Se você não quer me ouvir
Fugir agora não resolve nada...
Mas não vou chorar
Se você quiser partir
Às vezes a distância ajuda
E essa tempestade
Um dia vai acabar...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história não
Termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Quando a chuva passar
Quando o tempo abrir
Abra a janela
E veja: Eu sou o Sol...
Eu sou céu e mar
Eu sou seu e fim
E o meu amor é imensidão...
Só quero te lembrar
De quando a gente
Andava nas estrelas
Nas horas lindas
Que passamos juntos...
A gente só queria amar e amar
E hoje eu tenho certeza
A nossa história
Não termina agora
Pois essa tempestade
Um dia vai acabar...
Oh! Oh! Oh! Oh!
Hey! Hey!
Oh! Oh! Oh! Oh!...
Quando a Chuva Passar, Ivete Sangalo, 2005
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Use Somebody
I've been roaming around always lookin down at all I see.
Painted faces fill the places I can't reach.
You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you
And all you know and how you speak
Countless lovers undercover of the street
You know that I could use somebody
You know that I could use somebody
Someone like you
Off in the night while you live it up I'm off to sleep
Waging wars to shake the poet and the beat
I hope it's gonna make you notice
I hope it's gonna make you notice
Someone like me
Someone like me
Someone like me
Somebody
(Go and let it out)
Someone like you
Somebody
Someone like you
Somebody
Someone like you
Somebody
I've been roaming around always lookin down at all I see
Use Somebody, Kings of Leon, 2008
terça-feira, 21 de abril de 2009
Viagens na Minha Terra
Lembro-me de ler o livro que Almeida Garrett escreveu com este título. Era leitura obrigatória na escola há uns anos atrás e espero que ainda o seja.
Ir para fora cá dentro no século XIX era algo a que poucos se poderiam dar ao luxo e por isso era tão marcante e digna de registo qualquer viagem de mais de meia centena de quilómetros que as pessoas faziam. O comboio mal tinha começado a arrancar no nosso país e percorrer determinadas distâncias podia demorar um dia ou mais.
Mas não é preciso recuar cem anos para perceber o quanto se encurtaram distâncias em Portugal. Lembro-me de há uns anos atrás demorar meio dia para ir de casa até à terra dos meus pais, no norte do país. E recordo-me o quanto essa viagem mexia comigo. Parecia que ia para um lugar bem mais distante do que ia na realidade.
Hoje é tão fácil e tão rápido ir para qualquer canto deste cantinho à beira-mar plantado... A prova é que escrevo estas palavras de um quarto de hotel em Braga, quando ainda ontem estava em Serpa, em pleno Baixo Alentejo...
terça-feira, 14 de abril de 2009
Metamorfose
Já não sou a mesma. Não sei desde quando, se calhar desde sempre...
Vivemos em constante metamorfose. Na verdade, moldamo-nos desde o primeiro dia em que viemos ao mundo. É uma mudança física, mas sobretudo psíquica.
Hoje faço o que pensava não ser capaz de desejar fazer. Vivo de acordo com novos preceitos, de acordo com outras filosofias de vida...
É tudo tão diferente agora. E nem preciso recuar muito tempo para percebê-lo. Encaro a vida sob uma nova perspectiva. Não sei se melhor, se pior... Sei apenas que é diferente. É talvez mais despreocupada, mais desprendida, quiçá mais natural... menos romântica...
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